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BRIC – O verdadeiro crescimento.

por Frederico Silva Leal, em 26.06.13

                A sigla BRIC representa as quatro maiores ecónomias emergentes que ocupam cerca de 25% da área e 40% da população mundial, sendo estas o Brasil, Rússia, ìndia e China. Este acrónimo foi criado em 2008 por Jim O’Neill (economista chefe da Goldman Sachs) relativamente ao crescimento económico. 

               Actualmente são dos poucos casos de sucesso e de grande crescimento económico, apesar de tambem eles terem enfrentado condições adversar na grande depressão de 2008-2009 conseguiram através das suas exportações e políticas monetárias retomar o crescimento. Até 2050 prevê-se que os seu poderio económico possa superar os G6 e recentemente têm apresentado crescimentos do PIB entre os 4 e os 13%, o que infelizmente não se tem revelado com a mesma intensidade nos seus respectivos PIB per capita. Apesar dos seus desempenhos exemplares, os quatro países têm tido diferentes prestações ,aplicações de capital e níveis de desenvolvimento, desta forma se compararmos os índices de desenvolvimento humano (PIB per capita, esperança média de vida, média de anos de escolaridade) observamos que a Rússia obtem o lugar 66 no ranking mundial ( lugar este que poderia ser cimeiro não fossem as condições climatérias adversas),onde existe um elevado investimento na educação e na saúde, enquanto a Índia apenas ocupa o humilde 134ºlugar, onde o investimento do estado é muito baixo e grande parte da população vive ainda em condições precárias.
                No domínio do consumo governamental verifica-se um crescente aumento dos gastos em áreas como a saúde, educação e infraestruturas, e uma evolução considerável do consumo interno, o que ao juntar á mão-de-obra barata e abundância de recursos, baixa burocracia e um baixo nível fiscal permite concluir que o crescimento dos BRIC é sustentável e não de curto prazo, e também explicar as vantagens competitivas que estes países apresentam para cativar investimentos estrangeiros.
                Para alèm de todas as vantagens referidas, os BRIC necessitam urgentemente de resolver certos problemas que se podem tornar verdadeiros entráves para os seus desenvolvimentos. O principal aspecto a melhorar é a excessiva emissão de gases poluentes da parte da Índia e da China, onde a quantidade de CO2 circulante nas grandes cidades é um verdadeiro veneno para as populações residentes. Terão também de enfrentar os seus fortes sistemas corruptos, prócurar punir certas práticas concorrenciais ilegais como Dumping e estimular a prócura interna, pois são os consumidores locais que irão desenvolver as ecónomias destes países.
               

                Agradeço a colaboração de Fábio Santos e Ana Catarina Semblano para a investigação do tema.

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publicado às 23:54


A austeridade assassina

por Frederico Silva Leal, em 21.06.13

   Após o início da crise internacional (em 2008 com a falência da Lehman Brothers), seria legítimo um período de cortes nas despesas excessivas e restruturações no sector público devido ao alto deficit orçamental nos países da zona euro, mas obviamente nunca colocando em causa o bom funcionamento do sistema económico do país em questão. Mas infelizmente não foi isso que sucedeu, com a intervenção da Troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) em Portugal para negociar as condições de resgate, foram aplicadas medidas que em vez de reabilitar a economia, preferiram “arrancar o mal pela raiz”, destruindo progressivamente o sistema económico.

   Nos últimos anos têm sido aplicadas medidas destrutivas, como o aumento da carga fiscal (resultando numa diminuição da receita fiscal, e de um menor incentivo ao investimento), despedimentos em massa no sector público (aumento do desemprego, redução no PIB e aumento da despesa do estado para pagar subsídios e formações suplementares), cortes salariais (menor consumo e por sua vez menor produtividade), colocando em condições quase precárias pensionistas, desempregados e reformados. É de frisar também que nestas condições o estado acaba por investir nos estudos (como deve) em jovens que vão emigrar e trazer retorno, não ao país que neles investem, mas ao país que os acolhe.

   A meu ver seria de fácil observação que em países que dependem dos seus comércios internacionais e sem moeda própria como na zona euro, que ao se cortar no consumo de todos os países, todos estes terão resultados piores. Assim poderá ser justificado um dos motivos para a difícil e demorada recuperação das economias europeias. Tal como a não utilização da inflação para dinamizar as economias europeias, com vista a assegurar os interesses de apenas um ou outro país.

   Infelizmente, observa-se uma dificuldade em assumir uma “mea culpa”, onde o governo (que procurava ser mais rígido que a própria troika) coloca as culpas na Troika, e as instituições pertencentes nesta atiram culpas entre eles como uma “batata quente” (por enquanto apenas relativamente à Grécia). Com isto, Portugal apresenta em termos homólogos, uma variação negativa do PIB de 3,8% e uma taxa de desemprego de 17,7%.

 

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publicado às 22:04



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