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Surpreendentemente correcto

por Frederico Silva Leal, em 10.07.13

   Finalmente hoje assistiu-se a um discurso acertado por Cavaco Silva, assumindo uma rara posição de Presidente da Républica. A meu ver poderá vir a ser uma solução pláusivel para satisfazer tanto os interesses económicos nacionais, como os interesses da poluação, pois:
- Até um verdadeiro regresso aos mercados, teremos condições de corrigir a instabílidade política e recuperar uma imagem um pouco mais sólida perânte os credores, tendo chances de fugir a um eventual segundo resgate;
- Satisfaz a vontade do povo que não quer cumprir os dois anos de mandato restantes, sem colocar em causa os interesses económicos nacionais;

- Poderá dar poder de oposição aos partidos com menor peso, que terão agora a oportunidade de assumir uma posição mais importante. Para além disso, caso este ano não tenha os resultados mais positivos, estes mesmos partidos terão chance de se assumir verdadeiramente como candidatos ao poder nas próximas eleições.
- Dará uma política mais á "esquerda" dentro do governo, equilibrando a coligação.
   Brevemente teremos o parecer mais objectivo dos partidos, e veremos o desenlace deste possivel cenário.

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publicado às 23:02


Inteligência, sobretudo

por Fábio Santos, em 10.07.13

Inteligente, muito inteligente. É assim que classifico a posição tomada por o Presidente República. Cavaco Silva, ao afirmar que defende uma espécie de governo de “salvação nacional” que inclua os três partidos que assinaram o memorando de entendimento – PSD, PS, CDS – está assim a remeter a batata quente para o PS, e isto porquê? Visto que os socialistas queriam a queda do governo e a consequente marcação de eleições, ficam assim bloqueados com a proposta do presidente, uma vez que estes têm nas suas mãos a queda do governo e as consequências que isto acarreta tais como, uma (nova) crise política, provável subida nos juros da dívida, queda das bolsas, entre outras.

Com tudo isto, o PSD e CDS, creio, não terão outra hipótese que não a total recetividade para uma “coligação” a três, e para fazer todos os possíveis para consensos com o PS. Por outro lado o PS, terá duas opções muito claras. Rejeita veemente esta proposta do presidente, entregando as responsabilidades de novo para Cavaco, que com tudo o que dissertou, não terá outra opção que não seja a dissolução do parlamento. Ao invés, aceita a proposta e inicia o diálogo com o PSD/CDS (e Cavaco Silva) para tentar chegar a um consenso, para consequente criação de um novo governo.

Encontramo-nos num período crucial para o nosso futuro do nosso país. Precisamos de bom senso. Precisamos de pessoas responsáveis. Precisamos de pessoas competentes. Precisamos de pessoas com caracter. Que Portugal teremos daqui a um mês? três meses? um ano?

 

PS: Não sou analista político nem tenho competências para tal, isto é, exclusivamente, um texto de opinião.

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publicado às 22:47


De cavalo para burro.

por Frederico Silva Leal, em 02.07.13

    Ontem o governo teve finalmente a oportunidade de ter uma "lufada de ar fresco" para a sua coesão e confiança pela parte do povo, tendo a hipótese de  nomear um ministro das finanças novo, com um novo paradigma e que fizesse frente às directivas impostas pela TROIKA. Mas mais uma vez a pior decisão foi tomada. Foi passada a pasta das finanças nacionais a uma entidade polémica do grupo de Gaspar (secretária de estado do tesouro).

    Lembremo-nos que a imagem Maria Luis Albuquerque está já marcada numa mentira, onde afirmou não ter tido mínima informação da parte do anterior governo relativamente aos SWAPS, sendo posteriormente desmentida por Teixeira dos Santos e pelo ministério das finanças. Para além do mais, sendo secretária de estado de Gaspar, compartilha com o mesmo as culpas pelos erros cometidos e a mesma filosofia de austeridade. Ou seja, foi nomeado uma Gaspar II, mas mentirosa e com menor credibilidade no estrangeiro. Esta mudança de "cavalo para burro" acarreta diversos custos inerentes que não são compensados pela saída de Gaspar.

    Com a saída de VG do governo, instaurou-se uma crise política, com a saída no dia seguinte de Paulo Portas (com intensões de se juntar ao PS para que brevemente volte ao governo), cortando a coligação PSD/CDS e abandonando Passos Coelho na liderança do governo, mesmo quando este não aceita o seu pedido de demissão. Com esta crise política vem o agravamento da crise económica. Assim, no dia de hoje deparamo-nos com a PSI20 (índice representativo das 20 maiores empresas nacionais cotadas em bolsa) a cair 1,5%, a banca a perder cerca de 250 milhões de euros, a taxa de juro disparar e as instituições financeiras influentes como a J.P Morgan e o BCE a afirmarem estar com grandes preocupações relativas a Portugal. Tenho toda a tristeza em afirmar que se espera amanha um dia verdadeiramente negro.

Deixo por fim uma hiperligação da carta de demissão de Vitor Gaspar.

http://files.dinheirovivo.pt/01/Carta_01_07_2013.pdf

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publicado às 23:42



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